Planejamento numa sociedade em rede. Práticas de planejamento colaborativo no Brasil

(Planning in the network society. Collaborative practice of planning in Brazil)
Autor(es): Nilton Ricoy Torres


Ano: 2009
Nº: 22

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Palavras-chave: participação; redes; planejamento; colaboração; governança.
Keywords: participation; networks; planning; collaboration; governance.

Resumo
Este trabalho aborda o planejamento como um pleito participativo onde todos os argumentos são discutidos através do debate democrático. Nessa formulação, o planejamento não é um cálculo estratégico, mas um diálogo interativo no qual os participantes constroem o consenso a partir do entendimento e da colaboração. O estudo analisa as experiências de movimentos sociais, planejadores e cidadãos diante de impasses e conflitos e, como estes, agindo de forma dialógica e cooperativa lidam com situações complexas para resolver problemas onde os poderes instituídos fracassaram. O trabalho discute a emergência das redes informais de planejamento e identifica seu papel no contexto da prática de planejamento brasileiro. Avalia-se em que medida estas redes indicam a emergência de um novo modo de governança urbana em gestação no século XXI?

Abstract
This work deals with planning a democratic enterprise in which all arguments are freely discussed through a genuine debate. In this formulation, planning is not a strategic calculation, but rather a collaborative dialogue where people seek to build consensus within a collaborative and learning scenario. The research focuses on the experience of social movements, citizens and planners, facing conflicts. Acting collaboratively, these agents seek to solve distressful problems in contexts where public intervention is absent or failed. The research highlights how the working of a network of agents operating informally and collaboratively can counteract power, by providing information, counter information and technical capacity. It identifies the emergence of “planning networks” and their roles in the context of Brazilian planning practice. Would these “webs” be an emerging mode of urban governance in the twenty-first century?