De Simmel ao cotidiano na metrópole pós-urbana

(From Simmel to everyday life in post-urban metropolis)
Autor(es): Silke Kapp

Referência Geográfica: NULL
Ano: 2011
Nº: 26

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Palavras-chave: Simmel; indivíduo; espaço abstrato; cultura urbana; cotidiano
Keywords: Simmel; individual; abstract space; urban culture; everyday life

Resumo
O presente artigo discute o ensaio de Georg Simmel, “As grandes cidades e a vida do espírito” com ênfase na contraposição entre metrópole e cidade pequena, sociedade capitalista e récapitalista. Inicialmente, delinea-se a perspectiva social e espacial de Simmel: a de um intelectual burguês em Berlim por volta de 1900. A segunda parte analisa a relação entre os fenômenos psíquicos evidenciados por Simmel e o contexto mais amplo em que ele os insere, retomando elementos da Filosofia do Dinheiro e mostrando que a metrópole a que Simmel se refere equivale ao que Lefebvre chamará de “espaço abstrato”. A parte final procura compreender o que resulta da dissolução dessa metrópole ou de seu espraiamento ao espaço em geral.

Abstract
This paper discusses Georg Simmel’s essay “The Metropolis and Mental Life” focusing on the opposition between metropolis and small town, pre-capitalist and capitalist society. First, it outlines Simmel’s social and spatial perspective as a bourgeois intellectual living in Berlin around 1900. The second part analyses the relationship between the mental phenomena pointed out by Simmel and the broader context in which he situates them, exploring elements of his Philosophy of Money and showing that the metropolis that Simmel has in mind is equivalent to Lefebvre’s later concept of “abstract space”. The paper concludes with an attempt to understand what results from the dissolution of such a metropolis or from its spread into space in general.