A cidade de Simmel, a cidade dos homens

(The city of Simmel, the city of men)
Autor(es): Lúcia Leitão

Referência Geográfica: NULL
Ano: 2011
Nº: 26

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Palavras-chave: cidade; (des)enraizamento; psiquismo; subjetividade; desamparo
Keywords: city; (un)rooting; psychism; subjectivity; abandonment

Resumo
O texto a seguir apresenta uma leitura de A metrópole e a vida mental à luz da teoria psicanalítica. O ponto central dessa leitura é a extraordinária intuição de Simmel quanto à relação entre cidade e psiquismo. Considera­se que essa relação permite associar o sentimento de (des) enraizamento (Simmel) à noção freudiana de desamparo. Trabalha­se com a hipótese de que a cidade desempenha uma função psíquica de natureza substitutiva, da qual derivam os modos de subjetivação na cidade. Conclui­se o texto argumentando que a cidade, inclusive em sua materialidade, não é algo apartado do sujeito, mas, antes, um fenômeno marcado pela subjetividade que caracteriza tudo que é humano.

Abstract
The following text presents an interpretation of The Metropolis and Mental Life in light of the theory of psychoanalysis. The central point of this interpretation is the Simmel’s extraordinary intuition regarding the interrelation between city and psychic. The text considers that this relation allows the association of Simmel’s feeling of (un)rooting to the Freudian notion of abandonment. It is assumed that the city works as a psychic function of substitutive nature, from where the subjective ways of the city derive. The conclusion states that the city, even in its material sense, is not apart from the subject, but is rather a phenomenon that is marked by the subjectivity which characterizes everything that is human.