(Des)territórios da mineração: planejamento territorial a partir do rompimento em Mariana, MG

(Mining territories: territorial planning after the disruption in Mariana, Minas Gerais)
Autor(es): Flora Lopes Passos, Polyana Coelho, Adelaide Dias

Referência Geográfica: Minas Gerais
Ano: 2017
Nº: 38

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Palavras-chave: planejamento territorial; mineração; Mariana; Minas Gerais; Brasil.
Keywords: territorial planning; mining; Mariana; Minas Gerais; Brazil.

Resumo
O poder da mineração no Brasil, particularmente em Minas Gerais, interfere no planejamento territorial e nos direitos da população atingida, que habita as áreas de interesse das mineradoras. Este artigo propõe refletir sobre a correlação de forças que resultou no rompimento da barragem em Mariana (MG), em 2015, e os conflitos territoriais em torno da desterritorialização de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. A metodologia inclui revisão bibliográfica e análise dos discursos pós-desastre de atores locais. Debater sobre o modelo exploratório da mineração subentende refletir sobre participação popular no planejamento territorial, sendo necessária uma leitura crítica sobre o refreamento da autonomia dos atingidos, buscando reconhecer o conflito como motor na construção de cidadania e justiça social e ambiental nas cidades.

Abstract
The power of mining in Brazil, particularly in the state of Minas Gerais, interferes in territorial planning and in the civil rights of the affected population, which inhabit areas of interest to the mining companies. This study proposes a reflection on the correlation of forces that resulted in the disruption of a mining dam in the municipality of Mariana (Minas Gerais), in 2015, and on the territorial conflicts surrounding the deterritorialization of two sub-districts. The methodology includes literature review and analysis of post-disaster speeches delivered by local actors. The debate about the exploratory model of mining implies a reflection on popular participation in territorial planning. It is necessary to make a critical reading of the containment of the affected actors’ autonomy and to recognize the conflict as an engine in the construction of citizenship and social/ environmental justice in the cities.