Ciclo de vida, estrutura domiciliar e migração no início do século XXI: o caso da Região Metropolitana de São Paulo

(Life cycle, household structure and migration at the beginning of the 21st century: the case of the São Paulo Metropolitan Region)
Autor(es): Marden Campos

Referência Geográfica: São Paulo
Ano: 2018
Nº: 41

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Palavras-chave: migração; São Paulo; arranjos domiciliares; idade; censo
Keywords: migration; São Paulo; household structure; age; census.

Resumo
As migrações internas no Brasil vêm se alterando consideravelmente nas últimas décadas. Atualmente as grandes metrópoles se configuram como as principais áreas de articulação da mobilidade espacial da população no território, haja vista o volume de indivíduos que para elas se dirige e que, ao mesmo tempo, delas parte. O objetivo deste artigo é analisar as características dos imigrantes da Região Metropolitana de São Paulo – RMSP com base nos dados do Censo Demográfico de 2010. Os resultados mostram uma forte relação entre ciclo de vida, arranjo domiciliar e atributos sociodemográficos dos migrantes. Acredita-se que o avançado nível de urbanização da RMSP tem intensificado a seletividade migratória em relação tanto aos atributos individuais quanto às redes de suporte dos migrantes, configurando seus padrões de formação domiciliar nos locais de destino.

Abstract
Internal migration has been changing considerably in recent decades in Brazil. Nowadays, large metropolises are the main areas of articulation of the population’s spatial mobility in the territory, given the volume of individuals that go to them and, at the same time, depart from them. The objective of this article is to analyze characteristics of the internal migrants who went to the São Paulo Metropolitan Region based on data from the 2010 Demographic Census. The results show a strong relationship between life cycle, household structure and socio-demographic attributes of migrants. We believe that the region’s advanced level of urbanization has led to the exacerbation of migratory selectivity in relation to the migrants’ individual attributes and support networks, configuring their residence patterns at their destination.