Atributos espaciais da desigualdade nas grandes cidades brasileiras: uma relação entre segregação e morfologia

(Spatial attributes of inequality in large Brazilian cities: a relation between segregation and morphology)
Autor(es): Patrick Zechin, Frederico Rosa Borges de Holanda

Referência Geográfica: Goiânia, Fortaleza, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba
Ano: 2019
Nº: 44

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Palavras-chave: desigualdade não monetária; segregação; morfologia; integração; padrões espaciais
Keywords: non-monetary inequality; segregation; morphology; integration; spatial patterns

Resumo
Ao fazer uma análise comparativa entre regiões concentradoras das famílias de menor e maior renda per capita em cinco grandes cidades brasileiras (Goiânia, Fortaleza, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba) e suas características morfologias, este artigo busca contribuir para a interpretação de um fator não monetário ligado à produção da desigualdade socioeconômica nas grandes cidades brasileiras. O intuito é analisar a relação entre a morfologia e a localização concentrada dos grupos antípodas de renda familiar per capta. Para isso, utilizam-se, como metodologia de análise, tanto análises georreferenciadas quanto análises morfológicas. Além de apontar padrões espaciais de regiões específicas, destacam-se, como conclusões mais gerais, as relações de regiões morfológicas específicas e a respectiva capacidade de integração e circulação dos grupos nelas residentes.

Abstract
Through a comparative analysis of regions concentrating families with very high and very low per capita incomes in five large Brazilian cities (Goiânia, Fortaleza, Brasília, Belo Horizonte and Curitiba) and their respective morphologic features, this ar ticle aims to contribute to the understanding of a non-monetary factor connected with socioeconomic inequality in large Brazilian cities. The aim is to analyze the relation between morphology and opposed per capita income clustering formations. In methodological terms, both georeferenced and morphologic analyses are used. Besides indicating spatial patterns of specific regions, the more general conclusions that emerge are the relations of specific morphological regions and the capacity for integration and circulation of the groups that reside in them.