Superando abordagens colaborativa e agonística do planejamento: caminhos para sua radicalização por meio de ações subversivas

(Overcoming collaborative and agonistic approaches to planning: ways for its radicalization through subversive actions)
Autor(es): Rainer Randolph


Ano: 2019
Nº: 44

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Palavras-chave: planejamentos colaborativo e agnóstico; neoliberalização; valor e antivalor; ações subversivas; planejamento radical
Keywords: collaborative and agonistic planning; neoliberalization; value and anti-value; subversive actions; radical planning

Resumo
A intenção deste artigo é identificar condições sob as quais um planejamento “emancipador” poderia ser possível como propuseram abordagens colaborativa e agnóstica. Numa breve apresentação das duas formas se conclui que elas não cumprem essa promessa, na medida em que não são capazes de enfrentar neoliberalização e globalização como duas características preeminentes da atual ordem social. Argumenta-se que apenas formas mais radicais de ações de planejamento poderiam ter esse potencial uma vez que conseguem articular “forças subversivas” sempre presentes no cotidiano das pessoas. Assim, a última parte do trabalho é dedicada à indicação de uma perspectiva mais radical de ações sociais e, especialmente, de suas formas subversivas (de antivalor no sentido marxiano de “Gegenwert”).

Abstract
The article aims to identify conditions under which an “emancipating” planning may be possible as proposed by collaborative and agonistic approaches. In a brief presentation of the two forms, it is concluded that they do not fulfill their promise, in the sense that they are not able to face neoliberalization and globalization as the two preeminent characteristics of the current social order. We argue that only more radical forms of planning could have this potential insofar as they manage to articulate “subversive forces” that are always present in people’s daily lives. Thus, the last part of the work is dedicated to the indication of a more radical perspective of social actions and, especially, their subversive forms (of anti-value in the Marxian sense of “Gegenwert”).